sábado, 12 de dezembro de 2009

Shakesparadrapeirando

Romeu
Roeu
meu pau doeu
(por A.C.)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Fuck Toy

E foi feito correr com faca amolada nas mãos
Brincadeira besta feito roleta-russa
E diriam errado, como atirar pedra na porta do paraíso
E sair correndo pra invadir o inferno pela janela dos fundos.
(por A.C.)


Fuck toy

Amélia, é que era mulher de verdade.

Amélia não quer mais brincar de casinha comigo. Nem de médico. Nem de papai e mamãe. Amélia me deu um “low kick” nos glúteos. Digno de um aprendiz de Bruce Lee.
Amélia, me tratava como mãe, e era flor e era puta, pura melancolia dos trópicos, algo azedo de limão, mas que descia bem com qualquer destilado.
- Amélia, por que você deixou teu dengo, teu galego, teu xodó, Amélia? – Pergunta a irmã encalhada.
E Amélia responde, cheia de certeza empertigada, e uma dor dilacerante na alma – É que o canalha não me traía, não me fazia sofrer! – dizia ela indignada – Era só, meu bem pra lá, neguinha pra cá, e me dá cheiro no cangote e rabada com agrião e azeite, mas nada de dor!
E vá deus querer brincar de contar quantas Amélias existem por cá.
(por A.C)


Amélia, é que era mulher de verdade

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Absurdo.



Outro dia entrei no
Omegle, fiquei conversando com uma chinesa, ela disse que entrava na internet escondida, porque o marido dela não deixava, mas ele tinha o direito de acessar quando quisesse.Ele também não a permitia sair de casa a não ser para fazer compras ou levar os filhos à escola. Dei a ela o conselho que continuasse entrando com mais frequência e que assim que possível, largasse o marido, ela disse que não porque considerava normais as atitudes dele. Depois de muita conversa, ela também disse que há tempos não sentia prazer, aconselhei-a que se masturbasse, já que não podia sair de casa, ela achou um absurdo e desconectou.

( Por: C.O. )


p.s.: arte roubada da internet.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Politicanagem

É d'ir mais cedo

Toda VERdade
Sacristalizada
Há de ser quebradornada

Sarna Rei

Toda VERdade
Saquestatizada
Há de ser quebradorada

( Por: A.C. )

domingo, 5 de julho de 2009

Lá se foi mais uma garrafa de atitude.

Foda-se.
São duas e quatorze da manhã e eu estou sentado na frente do computador escrevendo um texto que eu nem sei ao certo se tem um propósito real ou se só serve como saco de pancadas. Me proponho a escrevê-lo do início ao fim sem apertar nenhuma vez o backspace.
Lá se foi mais uma garrafa de atitude, eu ainda me lembro da época (que vale lembrar que não faz tanto tempo) em que pra fazer um show eu precisava ir andando por uns cinco quarteirões carregando um bumbo de bateria nas costas, enquanto os moleques da minha e das outras bandas carregavam a magnífica aparelhagem que nós tínhamos: o resto da bateria e uma única caixa amplificadora, onde era ligado nela o baixo, a guitarra e o microfone. Carregávamos tudo até o bar o qual o dono havia com antecedência liberado pra fazermos o evento, é claro que quando eles perguntavam o estilo das bandas, nós dizíamos que era "rock", só rock. Ele esperava algo no estilo Titãs ou Paralamas, tenho certeza.
Armávamos tudo com antecedência, era uma verdadeira organização, desenhávamos os flyers à mão, com os nomes das bandas e endereço, levávamos em algum bazar e tirávamos as xerox, depois levávamos pra casa de alguém e começávamos a recortar tudo, pra no outro dia levar pra escola e entregar pros amigos, convidando eles pro tão esperado show.
Quando chegava no dia, tínhamos sempre que marcar um ponto de encontro com o pessoal que havia confirmado presença, porque os locais que arranjávamos pra tocar eram sempre muito isolados do centro do bairro, logo, difícil acesso. Como a entrada era gratuita, costumava lotar de roqueiros, bêbados e curiosos que iam ver a barulheira feita por moleques. Não dava pra ouvir nada direito, a guitarra e o baixo pareciam um instrumento só abafado por uma britadeira, a bateria parecia era abafada pelo resto todo, já que não tínhamos como microfoná-la, e a voz, nem comento. Sempre tinha que acabar o show antes das últimas duas músicas, porque eu começava a cuspir sangue e ficava preocupado com isso.
Tínhamos sempre a previsão de terminar as dez horas da noite, mas sempre acabava as nove porque alguns dos adolescentes beberrões acabavam brigando, ou o dono ou moradores da redondeza chamavam a polícia, incomodados com a poluição sonora que fazíamos.

Sim, eu me orgulho de ter vivido dessa maneira e me entristece saber que um filhinho de papai se aborrece quando não sai bonito na foto que tiraram dele no palco, se aborrece quando a banda dele não foi a vencedora do concurso que lhe prometia uma gravação linda, se aborrece quando ouve um não, me entristece todos esses merdas que não estão acostumados a ouvir os "nãos" e estão acostumados a ter apenas "sim", mas NUNCA se acostumaram a correr atrás.

Façam vocês mesmos, daí sim, o rock não haverá de morrer.

( Por : C.O. )

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pré-pós-00 (anúncio)

E as cabeleiras extáticas de anjos pré-pós-adolescência
Estão em exposição em blogs descolados
Talvez seja o empuxo inicial de um novo movimento
Vanguarda pós-00
Alguns deles são meus heróis e nem suspeitam
Tanto tempo com suas mentes brilhantes
Mergulhadas nas latrinas cheias das suas palavras
Agora eles vão deixando seus restos de rebeldia juvenil
E fazendo algo
Vai com fé que pode ser
O primeiro passo em direção ao muro
De Berlim
De Verdade
Eles tem as suas canções
Seus discos do século passado
Suas guitarras para harmonizar o futuro
Eles estão esperando a hora de se descobrirem heróis
Eles estão no momento antes do pulo
Eu espero que eles subam alto
Eu espero que eles não se contentem em olhar o mundo do alto
Eu espero que eles tenham pedras nos sapatos
E que eles cerrem seus dentes na hora certa pra resistir
E pra sorrir.

( Por: A.C. )