Nessas noites cheias de distância
Toda estrela perdeu a importância
Nós não temos mais nenhum lugar
Nossas vidas não moram mais por lá
Tanta distância cheia de estrelas
Um blues acompanha a tristeza
Num lugar cheio de ninguém
Nossas vidas não valem um vintém
Sorte de quem tem
Sorte de quem tem
Alguém
Muito além
Sorte de quem tem
Sorte de quem tem
Alguém muito além
Do bem e do mal
Do Início e do final
Do Café e do jornal
Do caso e casual
Da casa e do casal de
Sorte, de quem tem
Essa noite cheia de distância
Do mundo sem importância
Das buzinas e ambulâncias
Dos bonzinhos, da ignorância
Sorte de quem
Sorte de quem
Tem
Uma vida afinal distante
Do bispo e do jornal
Do horário eleitoral
(Por: A.C.)
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Nós, entre vírgulas.
Lá fora está chovendo,
chovendo muito em pingos pequenos!
E eu aqui dentro!
Do lado de dentro do quarto vazio,
da vida vazia.
Lá fora, está chovendo,
em pingos pequenos,
está muito vento e eu aqui dentro, preso, penso
em destilados e cigarros,
chuvas me lembram isso,
exceto quando são acompanhadas por alguém,
mas nesse caso, não há destilado,
há somente meio maço de "free" amaçado,
e essa falta de alguém.
Há também Miles Davis soprando um jazz,
há pessoass chamando atenção
por mensagens instantâneas,
mas não estou interessado nelas agora,
pelo menos não nas que estão chamando atenção,
nada irrita mais do que o som das pessoas chamando,
há, claro, as vezes em quem ninguém liga,
mas quando chove pouco importa se alguém liga
porque tudo fica tão lírico
e vital que até os móveis se transmutam em algo animado,
talvez fosse possível conversar com eles,
os velhos móveis,
da velha sala,
sempre tão vazia.
A vida, as vezes,
parece viver entre vírgulas.
(por: A.C.)
chovendo muito em pingos pequenos!
E eu aqui dentro!
Do lado de dentro do quarto vazio,
da vida vazia.
Lá fora, está chovendo,
em pingos pequenos,
está muito vento e eu aqui dentro, preso, penso
em destilados e cigarros,
chuvas me lembram isso,
exceto quando são acompanhadas por alguém,
mas nesse caso, não há destilado,
há somente meio maço de "free" amaçado,
e essa falta de alguém.
Há também Miles Davis soprando um jazz,
há pessoass chamando atenção
por mensagens instantâneas,
mas não estou interessado nelas agora,
pelo menos não nas que estão chamando atenção,
nada irrita mais do que o som das pessoas chamando,
há, claro, as vezes em quem ninguém liga,
mas quando chove pouco importa se alguém liga
porque tudo fica tão lírico
e vital que até os móveis se transmutam em algo animado,
talvez fosse possível conversar com eles,
os velhos móveis,
da velha sala,
sempre tão vazia.
A vida, as vezes,
parece viver entre vírgulas.
(por: A.C.)
Aos cuidados do fabricante
Eu quero, sinto que devo querer algo, mas não sei bem o que. Talvez não tenha nome, nem forma, nem cor, nem seja velho ou novo, nem seja inédito, mas sinto que devo querer. E a menina dos olhos de cigana, diz: "Os psicólogos são ótimos, eles dizem pra você falar tudo que está entalado e continuar sempre expressando seus sentimentos.", e depois arremata: "Mas sempre achei que seus problemas todos se resolvem com sexo.", é, deve ser atraso mesmo. Uma sessão de pornoanálise com ela talvez resolvesse, e tirasse essa idéia besta de analista da minha caixa de grilos:
- Isso, chupa esse complexo, só mais um pouco e você engole a depressão.
Em breve estaria lá ejaculando todos os entupimentos do meu super ego, até alcançar a paz novamente, deveria funcionar, sempre funcionou, mas acho que dessa vez, só uma vez, vou tentar os barbitúricos, os ansiolíticos, os analgésicos.
Amanhã, será preciso voltar aos números frios e rígidos da vida como ela tem que ser, deve ser, e não como precisa ser para alguém que deseja, solenemente e simplesmente, viver.
Não há nada de errado, nada mesmo, sou eu que vim com defeito de fábrica.
(por: A.C.)
- Isso, chupa esse complexo, só mais um pouco e você engole a depressão.
Em breve estaria lá ejaculando todos os entupimentos do meu super ego, até alcançar a paz novamente, deveria funcionar, sempre funcionou, mas acho que dessa vez, só uma vez, vou tentar os barbitúricos, os ansiolíticos, os analgésicos.
Amanhã, será preciso voltar aos números frios e rígidos da vida como ela tem que ser, deve ser, e não como precisa ser para alguém que deseja, solenemente e simplesmente, viver.
Não há nada de errado, nada mesmo, sou eu que vim com defeito de fábrica.
(por: A.C.)
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
Calibre 38
Quatro letras estarão no fim desta carta, não vá lá ler agora porque senão perde a graça, é sério.
Nesse momento eu estou portando um revólver calibre 38 e estou andando na SUA rua, em direção ao SEU prédio e ao SEU apartamento. Eu diria pra você não se assustar, mas seria mentira, é pra você se assustar sim.
Caralho, eu tô me sentindo o Stephen King agora... Escutou o som da campainha? Abra.
Não abriu? Está esperando o que? Que eu arrombe tua porta? Vá lá e abra.
Você abre, continua linda como sempre, a única diferença é que você continua linda como sempre, mas com dois filhos de um homem que não sou eu.
Veja como meu revólver brilha.
(Por: C.O.)
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domingo, 27 de abril de 2008
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